sábado, 2 de maio de 2015

Cedan estreia cinco coreografias no 2º Ateliê

O Teatro do Engenho recebeu, na noite do dia 30/04, a Cedan (Companhia Estável da Dança de Piracicaba). Dirigida por Camilla Pupa, a companhia apresentou seis coreografias, cinco delas estreias, durante programação do 2º Ateliê São Paulo Companhia de Dança, no Engenho Central, em Piracicaba. O evento é uma realização do Governo do Estado de São Paulo, SPCD, Secretaria da Cultura, com correalização da Prefeitura de Piracicaba e Secretaria Municipal da Ação Cultural, com apoio  cultural do Jornal de Piracicaba e Revista Arraso e apoio da Unimed
A primeira coreografia apresentada foi Talismã, de Camilla Pupa, após Marius Petipa e Nicholas Legat, seguida do solo Sem Palavras, de César Albuquerque, e Cumplicidade, de Edy Wilson. A quarta peça foi Tanguetto, também de César Albuquerque, seguida de Ekundayo, da bailarina-intérprete Fernanda Ferreira. [Encontros], da coreógrafa Daniela Severian, encerrou o espetáculo da Cedan.
O bailarino Flávio Scaramal, 35, que participa do Ateliê, era um dos espectadores. “Por ser uma companhia amadora, o nível é bem bacana, de trabalho, de apresentação, de qualidade técnica dos bailarinos”, opinou.
Hoje, 02\05, o 2º Ateliê promove a apresentação dos processos coreográficos dos alunos. Serão oito apresentações, montadas durante o encontro pelos oito coreógrafos convidados pela SPCD. O espetáculo começa às 21h, também no Teatro do Engenho. 

HOMENAGEM - Antes dde a Cedan subir ao palco, duas professoras de dança piracicabanas, Márcia Maria Antônio e Gabriela Fioravante, foram homenageadas em comemoração da Semana Municipal da Dança e Dia do Profissional da Dança. Elas receberam da secretária da Ação Cultural, Rosângela Camolese, e do vereador Pedro Kawai, um certificado.

Por Gabriela Baraldi Passy
Para o 2º Ateliê Internacional São Paulo Companhia de Dança
Cedan na coreografia O Talismã. Crédito: Ariny Bianchi

Tangueto. Crédito:Thaís Polo

Cumplicidade. Crédito:Maíra Rodrigues

Gabriela Fioravante recebe homenagem da secretária Rosângela Camolese e do vereador Kawai. Crédito: Leonardo Lin

Márcia Antonio também foi homenageada. Crédito: Leonardo Lin




sexta-feira, 1 de maio de 2015

A dança no contexto histórico

Entre as aulas teóricas do 2º Ateliê Internacional São Paulo Companhia de Dança, é possível destacar a de história da dança no Brasil, ministrada pela professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), Beatriz Cerbino. A aula é um recorte da dança no Brasil do início do século 20 até os dias atuais. “A história, como disciplina, não estuda o passado, mas a diferença, a transformação”, explicou ela.
Das várias escolas e nomes importantes da dança brasileira, a docente teve de escolher apenas alguns para expor aos alunos. “É um desafio muito prazeroso. Ações da SPCD, como o Ateliê, nos envolvem na manutenção da própria companhia”, afirmou Beatriz.

Por Carolina Carettin
Para o 2º Ateliê Internacional de Dança São Paulo Companhia de Dança

Fotos: Dickson Resstel



quinta-feira, 30 de abril de 2015

Nova experiência

A técnica Cunningham, criada pelo norte-americano Merce Cunningham, é uma das novidades do 2º Ateliê Internacional São Paulo Companhia de Dança deste ano. As aulas são ministradas pela professora Gícia Amorim, formada pelo Internacional Training Program and Professional, no Merce Cunningham Studio, em Nova York.
Gícia explica que nem sempre é preciso utilizar música durante a aula. “O próprio Cunningham usava por opção. Mesmo assim, as contagens e ritmos são muito precisos”, afirma. A técnica une elementos que trabalham pernas e tronco. “As posições de pernas são as mesmas do balé clássico, além do paralelo. Para o tronco, Cunningham criou cinco posições, que trabalham a coluna em toda sua extensão”.

Por Carolina Carettin
Para o 2º Ateliê Internacional São Paulo Companhia de Dança

Fotos: Dickson Resstel 




Pioneira da técnica Graham ministra aulas no 2º Ateliê

Os bailarinos do 2º Ateliê Internacional São Paulo Companhia de Dança têm a oportunidade de participar da aula técnica de Graham ministrada por uma das pioneiras deste método no Brasil, a coreógrafa Penha Souza.
“Estou dando aula de Martha, porém, é mais o processo básico. Encontrei uma turma muito interessante aqui, então deu pra trabalhar muito bem, foi muito agradável, eles correspondem muito bem”, disse.
“É uma técnica de dança moderna vinda dos EUA, então há os precursores de Martha Graham, como Clarisse Abujamra, Ruth Rachou e eu. Fomos as primeiras pessoas que trouxeram a técnica”, afirmou Penha.
Bailarina, coreógrafa e professora, Martha Graham (1894-1991) foi um dos grandes nomes da dança moderna norte-americana. O método Graham que criou cria uma profunda relação entre a respiração e o movimento, e dá ênfase ao contato com o chão. Outro foco essencial do método é o centro do corpo como principal fonte de trabalho. Martha acreditava ser a origem da vida, e que as emoções, os sentimentos e os movimentos são vistos primeiro nessa região central de equilíbrio.
Penha Souza, carioca criada em Bauru, em 50 anos de carreira percorreu uma trajetória única, saindo do balé clássico até chegar ao alongamento corretivo postural, método que criou a partir de aspectos da dança clássica, moderna e técnicas de yoga, RPG e pilates. Como bailarina, Penha dançou em especiais de televisão pela TV Tupi, TV Rio, Record e TV Paulista. Trouxe de Nova York a técnica de Graham e foi coreógrafa de O Cisne Negro, tendo criado o primeiro espetáculo do grupo: Pulsacion, em 1977. Ela trabalhou e contribuiu para o reconhecimento da dança como profissão no Brasil, foi membro-fundador da Associação Paulista de Profissionais da Dança (APPD), atual Sindicato dos Profissionais da Dança do Estado de São Paulo.

Por Jéssica Souza
Para o 2º Ateliê São Paulo Companhia de Dança

Fotos: Thais Polo




Qualidade e entendimento da dança como prioridades

“O entendimento da dança contemporânea irá fazer as pessoas dançarem qualquer coisa”, diz Milton Coatti, professor e coreógrafo de dança contemporânea no 2º Ateliê Internacional da São Paulo Companhia de Dança, realizado em Piracicaba até o dia 02 de maio.
Milton é dinâmico e motivador em suas aulas, leva segurança aos alunos e prioriza qualidade e limpeza nos movimentos, assim como o entendimento da dança. Ele faz parte da SPCD como ensaiador e professor e já foi bailarino do grupo, também recebeu muitos prêmios em festivais de dança brasileiros, incluindo melhor coreógrafo.
Com grande experiência e conhecimento, suas aulas se fundem com o teórico e a prática, e a satisfação dos alunos é vista em cada expressão. O professor explica como suas aulas são ministradas durante o Ateliê, mantendo a organização do corpo no espaço e as relações entre as pessoas. “A dança contemporânea por si só já abrange muitos estilos. Então a aula é um apanhado de tudo o que fiz em minha carreira”.
Para o professor, o ateliê é um encontro de todos os estilos de dança, sendo satisfatório tanto para os alunos quanto para os professores, e é também uma maneira de observar o trabalho de outras pessoas e o próprio. Milton ressalta que o Ateliê representa a motivação que a SPCD tem de expandir a dança de forma mais abrangente e consistente, sendo profissionalizante na vida e nos sonhos das pessoas.
As aulas estão sendo ministradas durante todo o evento em turmas intercaladas.

Por Raíssa Ciccheli
Para o 2ºAteliê Internacional São Paulo Companhia de Dança l Raíssa Ciccheli

Fotos: Maíra Rodrigues



Dança da inclusão


No Dia Internacional da Dança e durante o 2º Ateliê Internacional São Paulo Companhia da Dança, no Engenho Central, em Piracicaba, os bailarinos da SPCD se apresentaram para um público formado principalmente por estudantes, idosos e pessoas com deficiência. A apresentação, que integra projeto educativo e de inclusão da companhia, aconteceu às 14h, com o Teatro do Engenho lotado. A companhia mostrou ao público as coreografias Le Spectre de La Rose, de Mario Galizzi a partir do original de Michel Fokine, GEN, de Cassi Abranches, e Litoral, de Maurício Wainrot.
Uma das espectadoras era Maria Noêmia, 46, professora do ensino fundamental da Escola Estadual Pedro Moraes Cavalcante. A professora avaliou ações de inclusão das artes como positivas.
Maria Eduarda Aquareli e Lívia Maria de Campos Silva, ambas com 7 anos, estavam sentadas na primeira fila e assistiram ao espetáculo com olhos atentos. Lívia, que é bailarina e quer se tornar professora de balé, considerou as coreografias ótimas. Maria Eduarda também gostou da apresentação. “Eu sinto que estou lá no espetáculo”, confessou ela no intervalo entre uma coreografia e outra.
O sorridente Euclides Moreira da Silva, 74 anos, mora no Lar dos Velhinhos de Piracicaba e foi prestigiar o trabalho da companhia. “Eu nunca tinha vindo, e para mim foi ótimo. Nota mil!”, disse ele.

Por Gabriela Passy
Para o 2º Ateliê Internacional São Paulo Companhia de Dança

Fotos: Leonardo Lin

Euclides Moreira da Silva

SPCD em GEN, de Cassi Abranches 

Moradores do Lar do Velhinhos e Lar Betel assistiram ao espetáculo: ações educativas e de inclusão

Maria Noêmia

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Engenho, lugar de clássico

Bailarinos do Ateliê têm a oportunidade de aprender e praticar técnicas de balé clássico com o professor e coreógrafo italiano Giovanni Di Palma, assistente de coreografia da São Paulo Companhia de Dança (SPCD). Durante as aulas, Di Palma apresentou técnicas avançadas, que os bailarinos pretendem transmitir ao público no sábado, durante a apresentação dos processos coreográficos. “O clássico é complicado de um jeito que apaixona”, afirma o professor.
Por Ana Carolina Brunelli

Para o 2º Ateliê Internacional São Paulo Companhia de Dança
Crédito: Lucas Birollo

Crédito: Luciana Beloli

Crédito: Luciana Beloli


Imersão no contemporâneo

Os selecionados pelo 2º Ateliê Internacional da São Paulo Companhia de Dança participaram de aula técnica de dança contemporânea, com a professora Andrea Pivatto, que também é bailarina e coreógrafa. “A dança contemporânea é generosa e verdadeira”, ressaltou.
Em sua aula, Andrea propõe exercícios que expressam movimentos cotidianos, contato com o chão e envolve muito improviso. Contagiante, a dança aproxima o público com formas e gestos e possibilita atuação em diferentes linguagens.
Por Ana Carolina Brunelli
Para o 2º Ateliê Internacional São Paulo Companhia de Dança


Crédito: Gustavo Calicchio

Crédito: Gustavo Calicchio

Crédito: Lucas Birolo

Nas tendas, a história da dança

O 2º Ateliê Internacional da São Paulo Companhia de Dança traz para os alunos a experiência de vivenciar a arte por meio da educação. Simone Alcântara, formada em pedagogia pela Faculdade de Educação (USP) e doutora em história social pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (USP), ministra aula teórica de dança cênica ocidental. Por meio da dança histórica do ocidente ela aproxima os alunos para estudarem e refletirem juntos sobre a evolução e as rupturas da dança.
As aulas de dança cênica ocidental abordam o lado histórico com debates sobre as semelhanças com a dança atual. A docente aborda o olhar e conteúdo de cada aluno por meio de um jogo de imagens históricas de dança.
Simone acredita na formação do aluno enquanto artista, evidenciando que a profissionalização ainda não é tão compreendida e declara importância desse encontro. “O ateliê é maravilhoso porque trabalha com formação e educação, mexendo com arte, cultura e vida”.
Docente convidada do curso de pós-graduação em dança e consciência corporal pela Universidade Estácio, Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) e Universidade São Caetano do Sul (USCS), Simone trabalhou durante 17 anos em uma ONG de educação infantil, e atualmente colabora em um projeto de inclusão social. Ela também faz consultoria de projetos de dança e movimento. Simone afirma a sua gratificação em fazer parte do movimento da dança atualmente, e ainda ressalta a abertura do mercado para esse lado artístico. “Essa nova geração têm mais acessibilidade para a formação de bailarino. É uma batalha, foi e sempre será, mas hoje há mais espaços”.
Por Raíssa Ciccheli
Para o 2º Ateliê Internacional São Paulo Companhia de Dança
Fotos: Maíra Rodrigues






Em busca da liberdade com paciência e leveza

Quero que o bailarino não tenha vergonha de se mostrar, que quebre barreiras”, destaca Graça Sales, logo após o término de sua primeira aula no 2º Ateliê Internacional São Paulo Companhia de Dança. O evento, que teve início na terça-feira, 28/04, e vai até o dia 2 de maio, é uma excelente oportunidade de troca entre bailarinos, professores, coreógrafos, fotógrafos e jornalistas. O bailarino Isaac Wagner Dalben de Oliveira classificou a aula de Graça como dinâmica. “Graça é simpática, calma, paciente; poucos professores têm a paciência dela”, disse. Conduzida com o auxílio da pianista Maria Inês Martins de Vasconcelos, responsável pela trilha musical, a aula teve a duração de pouco mais de uma hora, mas o tempo pareceu ser suficiente para agradar os presentes. “Gostei muito da forma de condução da aula, a forma de correção da postura, a voz da Graça”, ressaltou o professor Sivaldo Camargo.

Por Emaxsuel Rodrigues

Para o 2º Ateliê Internacional São Paulo Companhia de Dança
Fotos: Guilherme Miranda





quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Turnê na Europa

Em sua quinta Turnê Europeia, a SPCD passa por três países – Luxemburgo, Alemanha e França – dançando em seis cidades diferentes, entre os dias 21 de janeiro e 5 de fevereiro.

Na bagagem, a Companhia leva cinco coreografias de seu repertório que conta com obras criadas exclusivamente para a SPCD e remontagens de importantes nomes da dança mundial. São elas, Bachiana n°1, obra criada especialmente para SPCD, pelo coreógrafo brasileiro Rodrigo Pederneiras; In the Middle, Somewhat Elevated, de William Forsythe; Mamihlapinatapai, obra criada exclusivamente para SPCD, pelo coreógrafo brasileiro Jomar Mesquita, com colaboração de Rodrigo de Castro; Gnawa, de Nacho Duato e Peekaboo, obra criada exclusivamente para a Companhia, estreada em sua temporada europeia de 2013, pelo coreógrafo alemão Marco Goecke.

A primeira parada da SPCD é a cidade de Luxemburgo, capital do país homônimo. Lá, nos dias 21 e 22 de janeiro, às 20h30, os bailarinos sobem ao palco do Grand Théâtre de Luxembourg, e apresentam Bachiana n°1; In the Middle, Somewhat Elevated, Mamihlapinatapai; e Gnawa. Na sequência, a SPCD viaja para Friedrichshafen (Alemanha) para subir ao palco do Graf-Zeppelin-Haus, no dia 24 de janeiro, às 20h, onde apresenta Peekaboo; Bachiana n°1; Mamihlapinatapai e Gnawa.

No dia 28 de janeiro, a Companhia se apresenta em Leverkusen (Alemanha), às 20h, no Forum Leverkusen. Na data o público poderá conferir Peekaboo; Gnawa e In the Middle, Somewhat Elevated. Em seguida, a SPCD desembarca em Mortagne-au-Perche (França), e se apresenta no dia 31 de janeiro, às 20h, no Le Carré du Perche, com Peekaboo; Bachiana n°1 e Gnawa.

A Companhia retorna a Alemanha para mais três apresentações: em Bonn, nos dias 3 e 4 de fevereiro, às 19h30, a plateia do Theater Bonn assiste Peekaboo, Bachiana n°1; Mamihlapinatapai e Gnawa. A SPCD finaliza sua turnê em Viersen, no dia 5 de fevereiro, às 20h, no Festhalle Stadt Viersen, apresentando as obras Peekaboo; Bachiana n°1 e Gnawa. Toda a turnê na Europa pode ser acompanhada pela fanpage da SPCD, no facebook.

Por Thiago Augusto, de São Paulo

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Sobre dança, comunicação e a conquista de dois prêmios

Desde sua criação, em 2008, a São Paulo Companhia de Dança recebe alunos interessados em pesquisar aspectos sobre o funcionamento da Companhia e já atendeu mais de 200 alunos em 70 projetos acadêmicos de diferentes áreas do conhecimento como Nutrição, Psicologia, Educação Física, Comunicação Social, Fotografia e Relações Públicas. Em 2013, um grupo de alunas da Faculdade Cásper Líbero escolheu a Companhia para desenvolver um Projeto de Comunicação Interna como trabalho de conclusão de curso (TCC) de Relações Públicas. Além da ótima avaliação da banca o grupo recebeu, no mês passado, dois prêmios da Associação Brasileira de Relações Públicas (ABRP) entre inscritos de todo o Brasil, nas categorias Estratégia de Relacionamento com Público Interno e Familiares e Melhor Projeto Experimental na Área Cultural do país.

Confira no texto de Renata Faila sobre a experiência do grupo em trabalhar com a São Companhia de Dança.

"Quando cheguei ao último ano do curso de Relações Públicas, na Faculdade Cásper Líbero, chegou a hora do esperado (e temido) TCC, ou PEX (Projeto Experimental) como é chamado por lá. Eu e quatro amigas, que já estávamos juntas desde o primeiro ano, oficializamos a agência experimental Efettive Comunicação, que teria que escolher uma empresa real para desenvolver um plano de comunicação completo. O amor pela dança, cultivado desde criança por ter sido bailarina clássica, me fez pensar na hora na São Paulo Companhia de Dança, que eu já acompanhava, e as outras meninas rapidamente entenderam o porquê da sugestão quando tiveram contato com alguns materiais e ainda mais depois de realizarmos nossa primeira reunião com Renan Henrique Melo (assistente) e Marcela Benvegnu (coordenadora), do departamento Educativo e Comunicação da companhia, que nos auxiliaram ao longo do projeto. Mas quando fizemos essa escolha, talvez ainda não tivéssemos plena consciência do quanto a dança e a comunicação dialogam e se fundem em essência. Mergulhamos de cabeça nesse universo, respirando movimento e a companhia em toda a sua complexidade. Apesar de ter apenas cinco anos, na época, uma estrutura de comunicação bem fundamentada sustenta todas as ações realizadas pela SPCD e foi preciso compreender todo o processo já realizado para perceber como poderíamos auxiliar a companhia. Durante o ano de 2013 visitamos a sede diversas vezes para analisarmos os materiais por eles produzidos como os DVDs Canteiro de Obras, que mostra os bastidores da companhia e Figuras da Dança, que conta a carreira de personalidades da área, participamos de uma audição para escolha de novos bailarinos, assim como da palestra para educadores Uma Roupa que Dança, falando sobre a história e evolução do figurino e ainda presenciamos um ensaio aberto na sequência. Também assistimos várias apresentações no Teatro Sérgio Cardoso e tivemos o prazer de participar do 1º Seminário Internacional de Dança, organizado pela SPCD a fim de discutir o tema sob diferentes óticas.

Após tantas informações e aprendizados, a Efettive Comunicação encontrou como poderia ‘entrar na dança’. Resolvemos explorar e sugerir a implantação de um projeto de comunicação interna, com ações pensadas especialmente para os colaboradores, essenciais para o dia a dia da SPCD e seus familiares, público importantíssimo que muitas vezes é esquecido até pelas grandes multinacionais. Foram muitas orientações, debates, noites mal dormidas, discussões, tudo que se espera de um trabalho de conclusão de curso e ainda mais. Porém, nos momentos em que começávamos a fervilhar de ideias e passávamos a encaixar as peças, compensava tudo. As semelhanças entre a comunicação e a dança começam no processo criativo, onde se busca a melhor forma de transmitir uma ideia, passando pela disciplina dos ensaios, para alcançar o objetivo final, pela leveza apesar de tudo, até o momento da apresentação final, quando vemos o que antes estava apenas no plano das ideias, ganhar novas interpretações por cada indivíduo impactado, nos levando a novas avaliações e ideias, formando um grande ciclo. E pela dança ser uma das mais antigas formas de comunicação, conseguíamos explorar ainda mais cada ideia e amarrar as pontas criando um projeto que conversa diretamente com os valores da SPCD e busca conduzir os envolvidos em um ciclo crescente, porém contínuo. Enfim apresentamos o PEX para a banca e fomos muito bem avaliadas, inclusive pelo Thiago Augusto de Souza, que estava representando a companhia. Missão cumprida!

Mas não parou por aí. Anualmente a Associação Brasileira de Relações Públicas (ABRP), uma das mais importantes entidades da classe, realiza a entrega de um prêmio para os melhores projetos e monografias na área. Fomos informadas que a faculdade iria realizar a inscrição do nosso trabalho por acreditar que teria potencial, o que já foi uma honra! Na sequência, a Efettive Comunicação foi indicada como finalista em duas categorias pela ABRP, entre os inscritos de todo o Brasil! Então, no mês passado, para nossa imensa felicidade e orgulho, ganhamos 1º lugar nas duas categorias que estávamos concorrendo: estratégia de relacionamento com público interno e familiares e o melhor projeto experimental na área cultural do país!. 

Ganhar esse prêmio vai muito além dos troféus, pois mostra que fizemos de fato a escolha certa e começamos nossa carreira com o pé direito. Assim como a escolha do nosso ‘primeiro cliente’ não poderia ter sido mais certeira! Agradecemos muito a confiança e paciência da São Paulo Companhia de Dança em acreditar no que estávamos realizando e abrir suas portas para nós, encaixando as nossas demandas em suas agendas já tão atribuladas. Também não podemos deixar de agradecer nossa mestra, Ms. Ethel Shiraishi Pereira, por todo o carinho, paciência e por nos conduzir da melhor forma possível. Unir comunicação e dança foi uma experiência única e muito gratificante, e nossa estreia afinal, foi aplaudida de pé, com o melhor reconhecimento que poderíamos imaginar!"

Thairine Teixeira, a professora Ethel Pereira, Bianca Ferrari, Monica de Matos, Renata Faila na entrega do prêmio da ABRP

Por Paula Quaresma, de São Paulo

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Pas de deux: do lado de lá



A dança do Brasil perdeu dois de seus grandes artistas no mês de setembro. No dia 17, Aldo Lotufo (1925-2014), e no dia 18, Suzana Braga (1949-2014), ambos no Rio de Janeiro.

Lotufo nasceu em Cuiabá e chegou ao Rio de Janeiro para estudar arquitetura, em 1944, mas foi no balé da Juventude que descobriu qual seria a sua verdadeira profissão: bailarino. Integrou o corpo de baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, foi promovido a primeiro solista em 1954, e posteriormente primeiro bailarino. Depois de aposentado passou a ser professor. Você pode conferir um verbete sobre sua história no Dança em Rede, a enciclopédia de dança online da SPCD, aqui (http://www.spcd.com.br/dancaemrede/verbete_profissionais.php?verbete=761) e também aguardar o depoimento da bailarina Eliana Caminada, uma de suas partners, no documentário da série Figuras da Dança de 2014.

Também carioca de coração, a gaúcha Suzana Braga deixou um importante legado para a dança do país. Bailarina do Theatro Municipal do Rio Janeiro, passou para o outro lado da cena como diretora do Balé do Teatro Guaíra, em Curitiba (1999-2003) e como coordenadora artística do Balé Contemporâneo do Rio de Janeiro. Também ficou conhecida como autora de diversos livros: Tatiana Leskova - Uma Bailarina Solta no Mundo (Ed. Globo), Ana Botafogo – Na Magia do Palco (Ed. Nova Fronteira) e Palco da Sagração – O Maior Festival de Dança do Mundo (Ed. Letradágua) e outros. Ainda na série Figuras da Dança de 2014, o coreógrafo e diretor Jair Moraes, revela sua forte parceria de trabalho com Suzana, um dos grandes nomes da crítica de dança do Brasil nas décadas de 1980/90.

Este ano, ao lado de Eliana Caminada e Jair Moraes, a série Figuras da Dança revela as trajetórias de Paulo Pederneiras e Mara Borba. Os documentários vão ao ar no mês de outubro.

Por Marcela Benvegnu, de São Paulo 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Na Europa | SPCD em Colônia

E depois de se apresentar no tradicional festival de dança Tanzsommer Innsbruck, a SPCD desembarcou em Colônia, na Alemanha, para dois espetáculos no Oper Köln. Na quarta turnê pela Europa, a Companhia traz uma lembrança especial da Alemanha, onde já se apresentou em seis diferentes cidades. Ano passado, a SPCD estreou na cidade de Wolfsburg a obra Peekaboo, criação especial do coreógrafo alemão Marco Goecke para a Companhia. De volta ao país e pela primeira vez na cidade de Colônia, a SPCD trazPeekaboo em seu repertório, que também conta com In The Middle, Somewhat Elevated, de William Forsythe e Gnawa, do espanhol Nacho Duato.

E quem também está por aqui ministrando aulas de balé para os bailarinos da SPCD é Giovanni Di Palma, assistente de coreografia da Companhia. Giovanni, que no ano passado criou Romeu e Julieta para a SPCD, foi ainda remontador da obra Supernova, também do alemão Marco Goecke e que desde 2011 integra o repertório da SPCD.

Ontem, um público de mais de mil pessoas lotou o teatro Oper Köln para conferir o espetáculo da Companhia.

   
Onde estamos?
A Alemanha talvez seja o país mais marcante na história do continente europeu. Após a derrota em duas grandes guerras mundiais, o país se reconstruiu e, atualmente, está entre as cinco principais economias do mundo, além de ser a principal economia entre os países da zona do euro, e um dos principais da União Europeia. Repleta de contrastes, o país mescla o medieval com o moderno, a música clássica com o Techno, e vilarejos típicos com grandes metrópoles. Com inúmeras atrações turísticas, a Rota Romântica – estrada no sul da Alemanha – figura como destaque: começa na cidade de Würzburg - passando por castelos, vinhedos e paisagens cinematográficas -, e vai até Füssen, quase na fronteira com a Áustria, cobrindo aproximadamente 350km.


Que cidade é essa?
Também chamada de Köln (alemão), Colônia é uma cidade independente (Kreisfreie Stadt) ou distrito urbano (Stadtkreis); ou seja, possui estatuto de distrito (Kreis). A cidade está localizada na intersecção do Rio Reno (Rhein em alemão), e é uma das maiores da região de Nordrhein-Westphalen (Renânia do Norte-Vestfália) com 1 milhão de habitantes. Sua localização favoreceu a transformação da região em uma das maiores rotas comerciais entre a Europa Ocidental e Oriental, motivo que levou os antigos romanos a fundar a cidade, que possui mais de dois mil anos de história. Colônia foi severamente destruída durante a 2° Guerra Mundial e entre as décadas de 1950 e 1960, foi gradativamente reconstruída. Colônia também é conhecida por sua famosa Catedral Gótica - a mais popular da Alemanha e uma das mais famosas da Europa, e sua feira comercial KölnMesse, que é uma das maiores e mais importantes do país. Além da arquitetura histórica e paisagens naturais, a cerveja Kölsch, produzida na cidade, também é um dos atrativos de Colônia.