terça-feira, 1 de julho de 2014

Meio de campo

No embalo da Copa do Mundo no Brasil, a São Paulo Companhia de Dança se inspirou na seleção canarinho e armou um ensaio fotográfico no estádio do Juventus, na zona leste de São Paulo, onde os bailarinos se transformaram em verdadeiros jogadores de futebol. Pelo menos no que diz respeito ao jogo de corpo, pernas, chutes, bicicletas e dribles que eles representaram para as lentes do fotógrafo André Porto, relacionando o movimento do palco com o do campo.  A mostra conta com 14 imagens e a entrada é gratuita.

“Uma partida de futebol tem um paralelo interessante com uma coreografia nas questões técnicas, de estilo e táticas, elementos fundamentais para a expressividade na dança e no futebol. No gramado, os jogadores têm grande jogo de corpo, levando a bola por caminhos impensados, driblando o adversário, criando um desenho inusitado. A bola colada no pé ganha espaço no passe para o outro jogador. O marcador que bloqueia sinuosamente dança com o outro. O que se esquiva, contorna e recebe a bola, num movimento preciso dos pés e a lança para outro que continua a jogada. O jogo tem um equilíbrio entre o ataque e a defesa, entre a paixão e a razão”, comenta a diretora da SPCD, Inês Bogéa.

Em cartaz até o dia 30 de julho, de terça a sexta, das 9h às 21h na Biblioteca São Paulo – Parque da Juventude, a exposição “Jogo de Corpo”, além das imagens do fotógrafo, permite que o espectador entre em campo e suba ao palco simultaneamente, sob o comando de Inês, que, através de seus textos reproduzidos em totens, faz o meio de campo, discutindo a relação e o diálogo entre ambas artes. 

Por Bruno Alves, de São Paulo
Crédito das imagens: André Porto





sexta-feira, 6 de junho de 2014

SPCD em contagem regressiva


  A SPCD também está em contagem regressiva, e não é para a Copa. Estamos falando da estreia de La Sylphide, obra criada para a São Paulo Companhia de Dança pelo argentino Mario Galizzi, a partir do original de August Bournonville (1805-1879), que acontece no dia 11 de junho, no Teatro Sérgio Cardoso. A temporada se estende até o dia 22, sempre de quinta a domingo.

La Sylphide marca o início da história do balé clássico romântico e encanta, até hoje, tanto crianças quanto adultos. Trata-se de um conto de fadas do balé, que envolve amor, traição e morte, unindo o real e o imaginário. A história se passa em uma comunidade camponesa da Escócia, e gira em torno de quatro personagens principais: a Sylphide, um ser alado da floresta; James e Effie, que são noivos, e Madge, a feiticeira.

Durante toda esta semana, a equipe técnica de produção esteve no Teatro Sérgio Cardoso montando o cenário. Faltam somente 5 dias para a estreia. Os ingressos (R$25,00 - inteira / R$12,50 - meia) estão disponíveis no site da Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br), e na bilheteria do teatro de quarta à domingo, das 14h às 19h.

por Erika Lins


Conheça alguns dos personagens dessa linda história, e o ambiente em que ela se passa.

Sylphide – É um ser alado da floresta, como uma fada do ar, que aparece, primeiramente em um sonho para James, e depois o leva para floresta no dia do próprio casamento.



Luiza Lopes como a Sylphide | Foto: Wilian Aguiar

Luiza Yuk, também como a Sylphide | | Foto: Wilian Aguiar



James – Fazendeiro escocês, que está noivo de sua prima Effie, mas seu amor está dividido entre sua noiva, e a Sylphide.

Emmanuel Vazquez como James | Foto: Wilian Aguiar

Yoshi Suzuki, também como James | Foto: Wilian Aguiar


Effie – É a noiva de James, que tem seu amor roubado pela Sylphide no dia do casamento.

Pamela Valim como Effie | Foto: Arthur Wolkovier

Ammanda Rosa como Effie | Foto: Arthur Wolkovier


Madge – Feiticeira que por vingança, engana James, fazendo com que ele mate a Sylphide. 

Ana Paula Camargo como a feiticeira Madge | Foto: Arthur Wolkovier

Michelle Molina como a feiticeira Madge | Foto: Arthur Wolkovier



A equipe de produção da SPCD monta o cenário no Teatro Sérgio Cardoso

Os trabalhos não param, tudo para deixar o palco como a Escócia antiga

E o palco vai se tornando uma floresta





quarta-feira, 28 de maio de 2014

Making of | Figuras da Dança com Jair Moraes

Jair Moraes é uma mestre da dança. Foi bailarino de importantes companhias e escolheu o Balé do Teatro Guaíra como sua casa na dança. Nessa companhia foi primeiro-bailarino, diretor, coreógrafo e maître de ballet. Atualmente continua seu trabalho como diretor e coreógrafo da Companhia Masculina Jair Moraes, formada somente por homens, em Curitiba. Sua trajetória é marcada pela dedicação, tenacidade e entrega à arte da dança. 

A SPCD encerrou as gravações do Figuras da Dança 2014, com a gravação das histórias e lembranças de Jair Moraes, e alguns de seus parceiros na arte como Cristiane Wosniak, Eleonora Greca e Jô Braska Negrão. Neste post você pode conferir alguns momentos deste tempo e esperar pelo lançamento dos documentários deste ano que também contam com o retrato de outras três Figuras da Dança: Eliana Caminada, Mara Borba e Paulo Pederneiras. Para Inês Bogéa, diretora da SPCD, à frente da série desde o seu início em 2008, “o Figuras da Dança é um possível mapa da história da dança do Brasil em movimento. Para mim é um privilégio poder ouvir todas essas personalidades da dança e depois dividí-las com o público”.  Até o final de 2014 a série contará com 30 documentários que podem ser vistos na TV Cultura e no canal Arte 1.

Fotos | Nyck Maftum – Produtora Oger Sepol






















terça-feira, 27 de maio de 2014

Audiodescrição em São João da Boa Vista

A São Paulo Companhia de Dança esteve, no último sábado, em São João da Boa Vista, cidade que fica a 218 km da capital, como uma das atrações da Virada Cultural Paulista, realizada pelo Governo do Estado. O espetáculo contou com o recurso de audiodescrição e libras como vem acontecendo nas apresentações - por meio do Programa Estadual de Acessibilidade em Cultura  - uma parceria entre as Secretarias de Estado da Cultura e dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

O casal Valdir Pereira e Maria Juliana Dominato vivenciou a experiência de “assistir” a um espetáculo utilizando o recurso e não podíamos deixar de contar aqui seus depoimentos. Eles têm baixa visão devido a retinose pigmentar, doença que causa a degeneração da retina, região do fundo do olho humano e faz com que a pessoa apresente um declínio gradual em sua visão. Logo que entraram na sala de espetáculos, eles procuraram sentar o mais próximo possível do palco na tentativa de capturar alguns movimentos. “Conseguimos enxergar muito pouco, praticamente nada. Se não fosse a audiodescrição, que é uma novidade para nós e estamos usando pela primeira vez, ficaríamos com 80% de falha ao enxergar o espetáculo”, conta Valdir.

Radiante por ter estado um espetáculo depois de tanto tempo sem ir a apresentações, Maria Juliana sentiu realmente que pode participar de uma apresentação como público. “A audiodescrição nos auxilia para sabermos quais são os movimentos. Eu vi um vulto no palco, que de repente sumiu. Daí escutamos pela audiodescrição que o bailarino estava no chão, então é onde temos a localização de espaço: direita, esquerda, frente e atrás. Quando tinham quatro casais no palco eu só havia visto um, daí que fui localizando aos poucos, que a esquerda tinha um casal fazendo um tipo de movimento e outro estava ao fundo. Apesar de não ver, da para se ter uma noção, sentir Você não fica só ouvindo...você participa. Hoje eu pude entender o que são várias coisas por conta da explicação”.

Desde 2013, as apresentações da São Paulo Companhia de Dança no interior e na capital do Estado de São Paulo contam com recurso de audiodescrição com o objetivo de viabilizar a  implantação de recursos de acessibilidade comunicacional em produtos culturais. Neste ano, a companhia ampliou os recursos de acessibilidade por meio do aplicativo Whatscine, que transmite para smartphones e tablets além da audiodescrição, os recursos de interpretação em LIBRAS e legendagem. A São Paulo Companhia de Dança é a única companhia de dança totalmente acessível na América Latina. 
Como é feita a audiodescrição?
A construção de um roteiro de dança para audiodescrição se dá a partir de um minucioso trabalho de estudo da obra a fim de detalhar aspectos como cenário, figurino, iluminação, movimentação e características físicas dos bailarinos, narrados simultaneamente à apresentação por meio de mediação linguística por fones de ouvidos, e com a maior riqueza de detalhes possível. Os recursos de interpretação em LIBRAS, legendagem  e audiodescrição são previamente gravados a partir da construção deste roteiro e acessados por meio do aplicativo Whatscine, promovendo a inclusão de pessoas com deficiência.   

Por Cláudia Trento, de São Paulo

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Dia 10 | Haifa

E chegamos hoje na nossa última cidade: HAIFA! Essa é a maior cidade do norte de Israel e a terceira maior cidade do país depois Jerusalém e Tel Aviv. Aqui hoje a coisa está corrida para os técnicos que tiveram somente algumas horas para montar tudo (cada dia estamos em uma cidade diferente). Confira aqui só um "gostinho" com as imagens e acompanhe a gente direto - do espetáculo - na FP e no FB! 

Se quiser saber o que alguns bailarinos acharam desta temporada, confere agora: 

"Cultura, lugares, sabores. Israel foi uma viagem intensa, que eu desejei desde minha primeira estada na SPCD e, ao voltar como ensaiador, fui contemplado com este presente. Foram lindos espetáculos, com uma plateia especial, interessada, tal qual os bailarinos dos workshops. Desejos atendidos, expectativas superadas. Satisfação, TODÁ RABÁ, Israel!" Milton Coatti, ensaidor

"Israel é dona de um clima apaixonante! Dançar aqui no Oriente além de ter sido muito especial, me trouxe muita alegria por saber que existe um povo tão querido e uma plateia calorosa tão longe de casa!" Flavio Everton, bailarino

"Sete espetáculos em quatro cidades. Dias compridos, coreografias prazerosas, In the Middle intenso... Foi um prazer dançar e conhecer Israel. E com direito a um passeio para Jerusalém no nosso dia livre. Uma cidade inesquecível, com muita história e energia. Um lugar abençoado onde agradeci, pedi e simplesmente senti", Thamiris Prata, bailarina

"Pra mim foi como um novo retorno. Depois do tempo afastado voltei a dançar mais balés numa noite. E fora que essa turnê veio com um presente incrível, Pude ter outra sensação num bale que já danço pois estreei um outro lugar em In the Middle junto com a Morgana que considero uma bailarina magnífica. É uma delícia poder subir ao palco fazendo parte de um grupo tão comprometido em fazer o melhor sempre e sair com a certeza de que não poderia estar fazendo outra coisa na minha vida". Nielson Souza, bailarino

"Galera reunida , segurando as energias sempre, inclusive nas trocas de elenco, foi uma linda temporada. E boas aulas de ballet! Em diferentes situações e boas correções corporais com a professora venezuelana!", Rafael Gomes, bailarino

"Como novato esta sendo simplesmente incrível , minha primeira temporada fora do Brasil. E estar no meio de tantos profissionais qualificados, me inspira e me faz querer crescer sempre mais!" Lucas Axel, bailarino

Até a próxima viagem! Amanhã embarcamos para o Brasil e na semana que vem você confere mais frases e os click de Michelle Molina da viagem toda: AQUI! 


Nosso cartaz em Haifa



O palco sendo montado




Inês Bogéa, diretora da SPCD 


Luiza e Morgana antes do espetáculo

Público chegando

Olha a cereja de In the Middle aí!

Eles falaram que não queriam sair no blog, mas fizeram pose: Luca Baldovino, superintendente
e Antonio Magnoler, coordenador de produção 

A turma da produção na desmontagem hoje 

Antonio 




Marcela Benvegnu, de Haifa, Israel

domingo, 18 de maio de 2014

Dia 9 | Petach Tikva

E de um lugar para o outro é "um pulo". Se ontem estivemos em Beer Sheva, hoje estamos aqui em Petach Tikva... que fica pertinho de Tel Aviv. A cidade foi fundada em 1878 e seu nome significa "abertura de esperança" e foi um dos primeiros assentamentos agrícolas de Israel. O espetáculo aqui é daqui 1h... 18h, assim como no Brasil. O repertório você já sabe. Ah! O dia hoje também teve Oficina para Bailarinos com o Milton e você confere aqui alguns momentos e depois na Fanpage confere o que a turma aprontou por aqui! As fotos da fachada do teatro você confere na FP! Corre lá! 


Aqui estão os bailarinos da SPCD no final da aula: 


Os alunos chegando para a oficina do Milton: 






Anúncio da SPCD na cidade:

Esse é o Milton, na frente do cartaz de Gnawa que tem a foto dele (na mesma pose!): 




A mesa de luz e som... o controle do palco na hora "h":


Crianças em peso no espetáculo de ontem: 

Uma turma de bailarinos com Inês Bogéa, Luca Baldovino e o diretor do teatro local




Marcela Benvegnu, de Petach Tikva