segunda-feira, 7 de maio de 2012

Palestra para o Professor | Reflexões da Dança

No último dia 3 de maio, tivemos um encontro incrível, no auditório da Biblioteca de São Paulo ministrado por Marcela Benvegnu, coordenadora de Comunicação da SPCD, para falar de dança, reflexões diversas, tendo como eixo principal da conversa o documentário: Figuras da Dança | Márcia Haydée.

Palestra para o Professor | Reflexões da Dança, por Marcela Benvegnu


Foi uma delícia de bate-papo com estudantes da ETEC de Artes, bailarinos, diretores, professores e alunos de academias e escolas de balé. “Dança não é uma profissão. É uma maneira de viver”. Essa frase, dita por Márcia em seus momentos finais do vídeo foi um dos pontos abordados e que perpassa as nossas escolhas nessa profissão.


Presentes na Palestra no auditório da BSP

O encontro foi pautado pela sobre a multiplicidade das ações e dos diversos caminhos que se pode escolher para viver de dança e, sobretudo, da insistência em fazer dessa opção uma profissão.


Teremos outro encontro, no dia 28 de junho, às 18h, no auditório da Biblioteca de São Paulo, desta vez com o vídeo Ana Botafogo. Esperamos vocês. 

Inscreva-se em nosso site: www.saopaulocompanhiadedanca.art.br

Por Renata Amaral, de São Paulo

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Afinando os tempos

Naipe de violoncelos da Osesp na SPCD


Ensaio de Bachiana nº1


Osesp e SPCD: amanhã, 22h. no Anhangabaú na Virada Cultural




 A participação da Sâo Paulo Companhia de Dança na Virada Cultural está marcada para amanhã, às 22h, no Anhangabaú. A São Paulo apresenta Bachiana nº 1, de Rodrigo Pederneiras, ao lado do naipe de violoncelos da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), que executa a Bachianas Brasileiras nº1, ao vivo.
Beatriz Hack e os músicos: afinação de corpos e instrumentos
Nesse momento os músicos estão na sala de ensaio da Companhia afinanado o tempo da música com o tempo dos bailarinos. Quem ajuda é Beatriz Hack, bailarina e assistente de ensaio da Companhia. A regência dos corpos agora deve ir para os instrumentos.
No tempo: dança e música
O ensaio corre sob os olhares atentos de Inês Bogéa, diretora artística da SPCD, e de Arthur Nestrovski, diretor artístico da Osesp. Essa é a nossa terceira participação na Virada Cultural ao lado da Orquestra. No ano passado apresentamos Theme and Variations, de George Balanchine e no ano retrasado, Tchaikovsky Pas de Deux, também de Balanchine. 

Esperamos vocês lá amanhã!
Inês Bogéa (em pé, esq): diretora artística da SPCD


por Marcela Benvegnu, de São Paulo


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Foi incrível...

Não. Não tivemos um problema de internet e por isso não viemos dar notícias toda hora para vocês ontem. Foi corrido demais. Mas hoje estamos aqui para contar todos os detalhes da apresentação. Aqui en Neuss, o teatro fica dentro do hotel em que estamos, é uma espécie de complexo e o local se chama Stadhalle Neuss. Temos uma foto para você. 


Foi este o local da apresentação


  



O dia começou cedo aqui em Neuss, ontem. Às 8h, sob o olhar atento do superintendente de produção da SPCD, Luca Baldovino, a equipe técnica já estava no teatro montando tudo e de tarde, às 13h os bailarinos fizeram aula de balé clássico. Depois começaram os ensaios e aqui nosso repertório era um pouquinho diferente. Além de Inquieto, de Henrique Rodovalho e Gnawa, de Nacho Duato, apresentamos Supernova, do alemão Marco Goecke. Divertido foi que os pais do Goecke vieram nos assistir e adoraram! 


Os mais de mil lugares da sala de espetáculo começaram a ser preenchidos a partir de 19h40. O que estava vazio, lotou.


Teatro vazio




Ammanda Rosa


Teatro lotado





E assim o espetáculo começa. E foi um sucesso atrás do outro. O público alemão vibrou com a São Paulo Companhia de Dança. Foi um grande prazer estar aqui em Neuss e dividir a nossa dança com todas essas pessoas.


Agradecimento de Os Duplos


Agradecimento de Gnawa


Agradecimento de Supernova






E agora é hora de arrumar as malas e voltar para casa! Enviamos notícias!! Até breve!


Marcela Benvegnu, de Neuss

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Neuss com ingressos esgotados!

Acabamos de chegar em Neuss, na Alemanha, para a última apresentação da temporada européia da São Paulo Companhia de Dança. Foram três horas de ônibus de Haia (Den Haag, na Holanda) para cá. Uma viagem tranquila. Assim que chegamos fomos conhecer o teatro, que fica dentro do hotel em que estamos (o que é bem bacana). Ainda não deu para explorar a cidade, mas temos uma ótima notícia para vocês: todos os 1.100 ingressos para a apresentação de amanhã já foram vendidos! A casa está lotada! Que delícia. Amanhã é dia de folga, de conhecer um pouco da cidade e também das cidades vizinhas (tudo é muito pertinho). Voltamos em breve!




sábado, 25 de fevereiro de 2012

Sold out! Que venha a Alemanha.

O resultado de meses, ou melhor, de anos de trabalho é (re)compensado em minutos, sempre ao final de um espetáculo. Para o artista a recompensa é sonora: elogio sem palavras, em forma de aplauso. E hoje, nossa pequena, mas bem sucedida temporada em Haia, terminou assim: muitos aplausos e ingressos esgotados - sold out - para assistir a São Paulo Companhia de Dança. Cadeiras extras precisaram ser colocadas no Theater aan het Spui. Prazer. Arte. Dança. SPCD.

Aqui apresentamos um repertório que privilegia os corógrafos brasileiros: Maurício de Oliveira,  com Os Duplos e Henrique Rodovalho, que assina Inquieto. Para completar o programa: Gnawa, do espanhol Nacho Duato. Um passeio pela dança contemporânea brasileira que termina com um ritual africano que pode, muito bem, ser lido como "nosso" também.

Nos despedimos do Holland Dance Festival com a sensação de termos feito um ótimo trabalho. É preciso agradecer à todos os envolvidos e dizer que foi incrível estarmos aqui e emocioná-los com um pouco do que sabemos fazer. 

Amanhã bem cedo seguimos para Neuss, na Alemanha. Enviamos notícias, sempre. A todo tempo. Basta estar conectado. Enquanto isso você se diverte com as imagens, porque agora todos estão em festa aqui no  Theater aan het Spui, com direito a DJ brasileiro e muita diversão. Lembrando que a nossa equipe técnica não para. Desmonta tudo agora, carrega um caminhão, para que em Neuss monte tudo novamente para que o espetáculo possa acontecer. Esse é o time da SPCD!


Até Neuss! O blog já teve mais de 11 mil visitas! Obrigada por estarem com a gente.

Imagens para vocês: 
Cena final de Gnawa hoje em Haia


Público que lotou o espetáculo de hoje


Sold out: cadeiras extras!


Técnica desmontando tudo para ir para Neuss


Festa com a turma do Holland Dance Festival: missão cumprida!

Marcela Benvegnu, de Haia 

Crítica!

...Sabemos que é extremamante positiva. Ao menos em uma tradução rápida de quem entende o idioma diz que "a força do conjunto é excelente". Chegando no Brasil iremos traduzir e vamos dividir esse sucesso com vocês. Saiu hoje no DE VOLKSTRANT, o mais importante jornal de Haia.

Workshop

Irupé Sarmiento é argentina, mas escolheu dançar no Brasil, na São Paulo Companhia de Dança. É uma das nossas solistas. (Vcs sabem quem ela é: a bailarina que dançou o "fauno"... Prélude a l'aprés-midi d'un Faune, de Marie Chouinard. Lembraram?). 


Irupé Sarmiento

Alunos no workshop



Pois nesse momento Irupé ministra para um grupo de alunos, inscritos nos programas educativos do Holland Dance Festival, o workshop Repertório em Movimento. Além de jogos de sensibilização do corpo, como isolar uma parte dele e a outra continuar se movimento, ou mesmo entender o fluxo e a transição de um gesto para outro, a turma aprenderá frases do repertório da São Paulo Companhia de Dança. 




por Marcela Benvegnu, de Haia

Casa cheia

Vocês devem estar se perguntando porque não postamos mais ontem, não é? Tivemos um problema de conexão e infelizmente não foi possível enviar notícias. Agora já está tudo normalizado e estamos aqui para te contar do espetáculo de ontem.

A plateia estava lotada e tivemos uma surpresa bacana: Maurício de Oliveira, coreógrafo de Os Duplos, que coincidentemente também participa do Holland Dance Festival com a sua companhia, veio nos assistir, ou melhor, se assistir. O espetáculo de ontem foi muito aplaudido e hoje é a nossa última apresentação em Haia. Amanhã seguimos para Neuss para uma apresentação na terça-feira. 

Ontem também aconteceu uma coisa bacana, um grupo de jovens estudantes de diplomacia veio nos assistir e ao final do espetáculo conversaram com alguns bailarinos - Luiza Lopes, Irupé Sarmiento e Diego de Paula - acompanhados por uma das diretoras da Companhia, Inês Bogéa. 

Vocês querem ver um pouco disso tudo, não é? Pois registramos. 

Fabiana Ikerara: na aula de balé clássico ontem




Ana Paula Camargo se arrumando para entrar em cena


Público aguardando a liberação para entrar na sala de espetáculos


Os Duplos no palco do Holland Dance Festival


Inquieto: cena inicial


Público na hora do intervalo


Inês Bogéa (de vermelho) no meeting pós espetáculo
 Hoje tem mais novidades aqui!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Espetáculo em minutos

Ainda temos mais dois espetáculos pela frente e um deles começa daqui a pouco, em 30 minutos. Nesse momento os bailarinos estão fazendo aula de balé clássico com Manoel Francisco. Eles já estão maquiados, com os cabelos arrumados porque agora é colocar o figurino e entrar em cena. O teatro está lotado e o público já espera a abertura da cada para entrar. Frio na barriga chegando.
Os Duplos, de Maurício de Oliveira; Inquieto, de Henrique Rodovalho e Gnawa, de Nacho Duato, compõem a noite. É daqui a pouco!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Lá se foi o primeiro espetáculo

Aqui em Haia são exatamente 23h. Aí no Brasil são 20h. Aqui o espetáculo acabou de terminar. Fechamos a noite com Gnawa, de Nacho Duato. Foi lindo! Já que você não pode estar aqui com a gente, ai vai um pequeno trecho da obra para matar a vontade.


Amanhã aqui no blog, os bastidores do espetáculo.

Estreamos!

Intervalo de 20 minutos.
Já dançamos Os Duplos, de Maurício de Oliveira e Inquieto, de Henrique Rodovalho.
Duas peças assinadas por coreógrafos brasileiros e que foram feitas especialmente para São Paulo Companhia de Dança. Que venha Gnawa! Veja um pequeno trecho de Inquieto agora:


Vai começar!

... daqui a cinco minutos. Luzes de sucesso para todos.

Pela cidade...

... nos (re)encontramos.




O olhar da coxia em Os Duplos

 
 Para vocês um pouco do que acontece aqui.... 
Um trecho de Os Duplos, de Maurício de Oliveira: da coxia!

É dia de estreia!

Ensaio de Os Duplos, de Maurício de Oliveira: Holland Dance Festival

É dia de estreia. E não seria diferente se não tivesse frio na barriga. É um teatro novo, uma cidade nova, um país diferente. Porém, mais do que isso: é uma nova apresentação e a cada vez que o artista da São Paulo Companhia de Dança sobe no palco, a sensação é diferente. Se não tiver frio na barriga... Ah! Aí sim tem alguma coisa errada.

Hoje os bailarinos fizeram aula de balé clássico com Manoel Francisco e depois de uma pausa começaram os ensaios já no palco, para que os bailarinos possam sentir o espaço, se adaptar às luzes. Sim hoje tem luz. Os técnicos passaram o dia de ontem e a manhã de hoje preparando tudo... É muito trabalho... e esses são os bastidores da dança quando ela se revela no palco por meio do balé. Os Duplos, de Maurício de Oliveira, acabou de ser ensaiado. E agora é a vez de Inquieto, de Henrique Rodovalho.

Daqui a pouco voltamos!


Marcela Benvegnu, de Haia

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Na sala de ensaio

Depois de uma manhã para conhecer Haia foi hora de entrar no teatro. Os bailarinos fizeram uma aula de balé clássico e começaram os ensaios para a apresentação de amanhã. Dá um frio na barriga só de pensar... e depois é a melhor sensação do mundo.
Se lá fora está frio, aqui dentro do teatro, está quente. Os corpos já estão aquecidos. O ensaio corrido começou com Inquieto, de Henrique Rodovalho. Na sequência, Gnawa, de Nacho Duato. Agora eles estão ensaiando Supernova, que é o balé que será apresentado em Neuss. Hoje é dia de passar todos os trabalhos sob o olhar das diretoras Iracity Cardoso e Inês Bogéa. Os Duplos, de Maurício de Oliveira, ainda deve vir por aí.  

Hoje as atividades estão concentradas na na sala de ensaio porque o palco está sendo montado e preparado para a apresentação de amanhã. As camareiras já correm de um lado para o outro deixando os figurinos que serão usados nas apresentações à espera dos bailarinos, as sapatilhas corretas, e outros. Comunicação e produção fecham os últimos detalhes da apresentação. 

A estreia é amanhã. Aqui são 16h.  Mais notícias virão.

por Marcela Benvegnu, de Haia

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Chegamos. Dia de explorar....

Depois de um vôo São Paulo-Zurich, outro Zurich-Amsterdam e de um ônibus de Amsterdam para Haia, chegamos. Chegamos com muita vontade de depois de amanhã levar a arte da São Paulo Companhia de Dança para o palco do Holland Dance Festival. 


Ainda hoje depois de acomodados no hotel, direção artística, equipe técnica, ensaiador e comunicação foram conhecer o Theater aan het Spui, que é o teatro que vamos nos apresentar entre quinta-feira e sábado. Ele já está preparado para nos receber, com posteres e banners da Companhia. Vimos dois deles,  ambos com a foto de Gnawa, coreografia de Nacho Duato. As fotos são de João Caldas. São 360 lugares e o formato arena (mesmo em caixa-preta) permite que o público veja a obra de cima. Isso dará aos presentes no Holland Dance Festival, e também a nós da SPCD, uma nova perspectiva de olhar as coreografias.



O Holland Dance Festival (vale a pena entrar no link - estamos na primeira página com chamada, notícia e vídeo) é um dos mais importantes festivais internacionais de dança. Em 2012, a São Paulo Companhia de Dança participa pela primeira vez. Na programação também estão: Nederlands Dance Theatre 1 e 2, Silvie Guilliem, Billy T. Jones, Meryl Tankard, Beijing Dance Theatre, entre outros, e também a brasileira Maurício de Oliveira & Siameses, do coreógrafo Maurício de Oliveira, que assina Os Duplos, uma criação para a São Paulo Companhia de Dança que será apresentada aqui.

Para quem não sabe, Haia é a terceira maior cidade nos países baixos depois de Amsterdam e Roterdã. Fica localizada no oeste do país, na província da Holanda do Sul. Haia é a real sede do governo. 

Amanhã os bailarinos irão conhecer o teatro, fazer aula e ensaiar um pouco.... Novidades a qualquer momento. AQUI!
 
por Marcela Benvegnu, de Haia

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Lá vamos nós...(de novo)

São quase 15h. Hoje é dia 20 de fevereiro de 2012. Dia que a São Paulo Companhia de Dança embarca para a sua segunda turnê na Europa.  

Viajamos hoje... daqui a pouco para que nos dias 23, 24 e 25, às 21h possamos subir ao palco do Theater aan het Spui, dentro do Holland Dance Festival, em Haia, Holanda, para apresentar Os Duplos, Maurício de Oliveira; Inquieto, de Henrique Rodovalho e Gnawa, de Nacho Duato. No dia 28, quando a SPCD subir ao palco do Staadthalle Neuss, às 20h, na programação do Internacionale Tanz Wochen, em Neuss, o repertório será um  pouco diferente. As obras apresentadas serão: Os Duplos, de Maurício de Oliveira, Gnawa, de Nacho Duato e Supernova, de Marco Goecke.

“A participação em festivais internacionais demonstra o alto nível atingido pela SPCD em tão pouco tempo, uma prova de que o Governo de São Paulo investe em cultura de qualidade”, afirma o secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo.
Para Iracity Cardoso, diretora da São Paulo Companhia de Dança, a apresentação da SPCD em ambos festivais é uma chance para que mais uma vez em países diversos, o público europeu possa apreciar nossa jovem companhia de dança. “Já estive nestes dois festivais com o Ballet Gulbenkian e agora voltar com uma companhia da minha cidade natal é um grande prazer”, fala. “Durante estas apresentações teremos a chance de trocar com outras importantes companhias do mundo e mostrar a diversidade do nosso repertório”, completa Iracity. 

“Preparamos para estes eventos um programa que mostra a versatilidade dos nossos intérpretes e combina obras criadas especialmente para a Companhia por coreógrafos brasileiros com peças do repertório internacional”, fala Inês Bogéa, diretora da São Paulo Companhia de Dança. “É nossa segunda apresentação na Europa. No ano passado (2011) estivemos em Baden-Baden, na Alemanha. Foram três dias de apresentações com a casa lotada. Estes festivais são uma grande oportunidade de trocarmos com outras companhias e, além de podermos sentir a vibração da platéia, podemos ampliar nossas possibilidades artísticas”.

Aqui no blog você irá novamente acompanhar o dia-a-dia da Companhia no exterior e conferir imagens especiais do que anda acontecendo do outro lado do mundo.

Boa viagem para nós!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Comemoração fora dos palcos

Parentes de bailarinos, pessoas que sempre acompanham nosso trabalham e até aqueles que só estavam passando e resolveram nos prestigiar. Esse era o público que se reuniu para assistir a performance da São Paulo Companhia de Dança, em comemoração ao seu 4º aniversário, no último dia 28, no metrô Brás. “Quando minha amiga me ligou hoje de manhã e disse que a SPCD iria se apresentar na estação do metrô eu vim correndo com a minha filha”, disse Eliane de Lima, de 37 anos, mãe de Isabella Lima, uma das garotinhas que esperavam ansiosas pela apresentação. “Quando crescer quero ser bailarina”, diz a menina que dança desde os 3 anos.
Milton Coatti, bailarino da SPCD montou as coreografias que foram apresentadas: Sensorial, um contemporâneo que levou ao espaço todos os 35 bailarinos da SPCD, e a segunda uma coreografia na qual a platéia foi convidada para dançar com os bailarinos.
“Foi extraordinário!”, exclamou Ana Claudia, 48, que havia chegado minutos antes para ver a apresentação. “Adorei, irei assistir as outras”, disse Isis Maia, 23. Maria Cristina Teixeira, 55, gostou tanto que garantiu acompanhar o trabalho da companhia daqui para frente. “Pena que não durou muito, mas já fiquei sabendo das próximas apresentações e vou assistir todas”, finaliza.
As improvisações apresentadas seguem junto da exposição Dança das Imagens para a estação Paraíso (10/02 com apresentação em 11/02) e na estação Luz (10/03 com apresentação em  17/03), ambas as mostras ficam até o dia 30 do devido mês. Se não assistiu não perca. Confira abaixo algumas fotos e a matéria exibida no SPTV na data.


Por Murilo Rocha | de São Paulo

Robson Lourenço; Um novo olhar sobre a dança

Espelhos fechados. Esse é um dos diferenciais da aula do professor Robson Lourenço. “Na minha aula os bailarinos entram em um contato profundo com sua ‘auto-imagem’, os espelhos transmitem uma visão de fora, um modelo a seguir. Eu não busco isso”, diz ele. Robson, que foi durante as últimas semanas professor convidado da São Paulo Companhia de Dança, começou sua formação em dança com aulas de sapateado, aos 20 anos de idade. Mas tarde percebeu que os rapazes que dançavam balé tinham um melhor desempenho nos saltos, então nesse mesmo periodo fez sua primeira aula de balé clássico. “Me apaixonei”, completa.
Professor há 3 anos, começou a dar aulas por meio de um convite feito por Silvia Geraldi, coordenadora na época, do curso de Dança da Anhembi Morumbi. O método usado pelo bailarino vem do princípio da percepção do próprio corpo. “Começo a aula sempre trabalhando um determinado ponto do corpo, em seguida faço exercícios de barra e no centro, focando o ponto escolhido”, acrescenta. Sua forma de trabalhar tem como base os princípios de direção óssea, princípios da coordenação motora, contato com a imagem do próprio corpo e direção de vetores.
Seus estudos tiveram inicio em meio a uma crise de limitação técnica. “Sentia que tinha alcançado um estagio e não evoluía mais”, assim, aos 29 anos, com base em métodos de grandes nomes da dança, Robson levou seus fundamentos para a sala de ensaio e graças a eles diz nunca ter se machucado durante toda sua carreira como bailarino. Ao ser questionado sobre a experiência de ser professor convidado da companhia, diz “Esses jovens são ótimos! Eles têm uma grande mobilidade e percepção. Captam rápido aquilo que eu digo e têm um forte conhecimento do balé clássico” finaliza.


Por Murilo Rocha | de São Paulo

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Metrô realiza exposição com imagens da São Paulo Companhia de Dança


Um olhar para a diversidade, para força dos conjuntos e para a individualidade de cada bailarino da São Paulo Companhia de Dança em cena é a tônica da exposição Dança das Imagens – Exposição de fotos da São Paulo Companhia de Dança, que reúne fotos de espetáculos da SPCD em estações de metrô de São Paulo. Realizada pelo Metrô, a exposição teve início no começo do mês de janeiro na estação Brás, e segue para a Estação Paraíso no mês de fevereiro. A itinerância termina em março, na Estação Luz.
Além da exposição de fotos, as estações receberão a coreografia Sensorial, criada por Milton Coatti, bailarino da SPCD. Ao final da coreografia os usuários do metrô poderão dançar com os bailarinos, e para isso foi disponibilizado na internet um vídeo ensinando os passos. Confira no vídeo abaixo.
Venha dançar com a SPCD.


Dança das Imagens | Exposição de fotos da São Paulo Companhia de Dança
De 10 a 30 de janeiro | Estação Brás
De 10 a 28 de fevereiro | Estação Paraíso
De 10 a 30 de março | Estação Luz

Improvisações dos bailarinos da SPCD nas Estações
Dia 28 de janeiro | Estação Brás | 17h
Dia 11 de fevereiro | Estação Paraíso | 17h
De 17 de março | Estação Luz | 17h

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

2012 começa animado....

Se vocês pensam que a gente desistiu do blog estão completamente enganados. Estávamos apenas de férias preparando muitas surpresas e novidades para vocês. A dança aqui na SPCD já está rolando solta. Os bailarinos novos já chegaram e estão aprendendo o repertório. Tem gente saindo, gente entrando. Tudo em movimento. Não dá para ser diferente.

Janeiro começou agitado. Hoje, dia 10, começou uma exposição no metrô Brás chamada Dança das Imagens - Fotos da São Paulo Companhia de Dança, que pode ser vista até dia 30. Depois ela vai para o metrô Paraíso, no mês de fevereiro e termina na Estação da Luz, em março. E no dia 28 de janeiro, dia do aniversário da São Paulo Companhia de Dança, faremos uma improvisação no Metrô Brás, às 17h. Se você for até lá vai ter uma surpresa e poderá dançar com a gente! Não perde vai...

Mas o post de hoje é mesmo para avisar vocês para assistirem nesse sábado, às 20h30, na Record News, o programa Link Brasil. Os bailarinos da Companhia Michelle Molina e Yoshi Suzuki gravaram hoje uma matéria super bacana sobre dança e videogame. Não dá para contar porque se não, perde a graça. Abaixo um pequeno vídeo para você ter vontade de assistir ao programa! Se ligue!.

Por Marcela Benvegnu, de São Paulo

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Os aprovados de 2011

Os bailarinos que foram aprovados na audição passada (2011) da São Paulo Companhia de Dança hoje puderam reviver este momento enquanto aqui, rolavam as audições para a temporada 2012.
“Eu tive que pedir demissão da companhia em que estava para fazer a audição. Apostei todas as minhas fichas. A SPCD me encantava, e valeria a pena qualquer sacrifício. Eram 64 homens e fiquei entre os 7 para a última fase”, disse Nelson Pacheco. Juliana Leonel, embora estivesse ansiosa porque era o seu primeiro trabalho, se divertiu, “A audição é uma caixinha de surpresa, pois não sabemos o perfil que a Companhia busca”. Para eles, o pior momento era o da eliminação dos candidatos.  “Hoje me vejo neles, e penso que há um ano atrás, era eu quem estava ali”, contou Karina Moreira.


Por Jéssica Gambeta | de São Paulo

Tá rolando...


Aline Campos em Serenade

Começou a terceira parte da audição, agora os 10 bailarinos estão passando por uma análise de perfil com o RH e também por testes de avaliação física. O clima aqui na SPCD é bom, um misto de tranquilidade e emoção. Às vezes nos pegamos nervosos por eles, com eles. Todos conversam, brincam. Eles têm o mesmo objetivo. Johnny Ferreira estava entusiasmado. “A pior parte já foi, o maior nervosismo já passou, agora tudo que preciso é de confiança e calma, espero que dê tudo certo”. Aline Campos, que já dançou na Companhia estava um pouco mais ansiosa que Johnny. “Já fiz parte, queria voltar pra cá, isso dá um certo nervosismo, embora já conheça aqui, as coisas mudam, e isso me deixa mais ansiosa ainda”.

Por Marina Sakovic | de São Paulo  

O desafio do "sim"

A sala da SPCD: hoje outros bailarinos passam por aqui
Hoje a SPCD realiza a sua quarta audição. É um momento de tensão para todos os envolvidos. De um lado, aqueles que quem entrar na Companhia, de outro, a direção, que tem que fazer uma escolha (ou mais de uma). Uma escolha baseada no que a companhia busca e precisa nesse momento. A cada ano a "competição" fica mais difícil e complicada porque aparecem bailarinos mais preparados e a SPCD também já tem uma identidade com o elenco atual. É um grande desafio. Se uma bailarina não é selecionada, não quer dizer que ela não esteja preparada para entrar em uma companhia profissional, porém, neste momento ela não se encaixa no perfil procurado.
Sempre será assim. O desafio do "sim" é diário. Não só na dança, mas na vida. A todo tempo fazemos escolhas. Você escolheu mandar o seu material para audição. Escolheu vir tentar. O outro lado agora avalia. É uma prova. Tem dias que vamos bem, outros nem tanto. Algumas vezes somos os melhores dentro daquele grupo de pessoas, em outros, tem gente melhor que a gente. Desafio difícil.


O coração bate forte. Nós que estamos nos bastidores queremos ver a todo momento o que acontece, em que parte da aula se está, qual o físico do número x, o que o número y faz de diferente. Como está o pé daquela bailarina que a gente já conhece? Ela está preparada? Está bonita? Essas são algumas perguntas que fazemos aqui, do lado de fora. Parece que dançamos com eles dentro da sala. Ficamos até distantes do vidro para que não vejam que estamos ali faz tempo... Observamos. Torcemos para a menina não cair e para os meninos girarem impecáveis double tours.


A eliminação, que faz parte de qualquer processo, é uma passagem. Uns vão, outros ficam. A vida também é assim. As escolhas sempre nos pautam e nesse momento pautam as diretoras da SPCD. Olhares se cruzam. Elas dançam ali também.


Não sabemos o número de bailarinos que devem ser contratados (claro que a direção sabe... ), serão mais meninos? Mais meninas? Nós, aqui, dividimos isso com você que nos lê. Que acompanha o blog minuto a minuto e que está ultramente conectado no Twitter, que é ligado ao nosso Facebook. ´Quais serão os nomes que ocuparão a sala da SPCD no ano que vem? O desafio agora é ocupar o espaço, preencher talvez um vazio com movimento.


SOBRE AS AUDIÇÕES - As primeiras audições foram realizadas em 2008 em Belém, Recife, Brasília, Porto Alegre, e na Argentina, com audição final em São Paulo. Foram 824 inscritos e desses foram contratados 39 bailarinos. Em 2008 elas aconteceram novamente, e em 2009 e 2010 também. Esse ano recebemos a inscriçao de 79 mulheres e 54 homens, passando para a segunda fase, 10 mulheres e 16 homens. E agora na terceira... 5 homens e 5 mulheres. Nas audições os candidatos passam por provas de técnica clássica, sequências de dança moderna e contemporânea e frases coreográficas do repertório da Companhia.


por Marcela Benvegnu | de São Paulo

Ansiedade das meninas para audição da São Paulo Companhia de Dança

No fundo de um corredor da sede da São Paulo Companhia de Dança, 10 meninas se aquecem, todas em busca do mesmo objetivo: Se tornar uma bailarina profissional, viver do que lhes dá prazer, todas em busca de realização profissional, mas principalmente, pessoal. Não dá pra esconder o nervosismo, dá pra notar pelo olhar. Todas dizem que o coração está palpitando cada vez mais forte. Mexem os pés, alongam, dão risada, mexem nos cabelos, os humores e sensações parecem alternar bastante, ora nervosismo, ora alegria, ora ansiedade. Agora é esperar, dar o melhor de si, e torcer. Boa sorte à todas!

Por Marina Sakovic | de São Paulo